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Média conjunta dos exames de português e matemática
Fonte: Sic/Expresso

O ranking de escolas que todos os anos tem sido elaborado e divulgado pelos órgãos de comunicação social com base nos resultados de exames nacionais divulgados pelo Ministério da Educação, está longe de ser um instrumento consensual de avaliação da qualidade de ensino dos estabelecimentos.
A verdade é que uma classificação assente neste único pressuposto, para lá das distorções proporcionadas pelo próprio sistema – um aluno matriculado e a frequentar as aulas, na eventualidade de não conseguir aceder ao exame em função das notas, pode auto propor-se passando a contar como aluno externo – está deficitária de um leque de variáveis que terão necessariamente de ser levadas em conta para se chegar a uma enumeração mais justa e rigorosa.
Ainda assim, emanam alguns sinais dos números que importam identificar, não descurar e tentar perceber, por forma a que se tirem ilações preciosas.
Ignorando pois lugares de ranking, notemos que no que toca ao ensino básico, chegada a altura dos exames nacionais do 9º ano, apesar da propalada e mediatizada diminuição da dificuldade, a média de resultados do nosso concelho nos últimos três anos continua a ter dificuldades em atingir valores positivos.
A avaliação externa feita em 2008 ao Agrupamento de Escolas da Nazaré pela equipa da Inspecção Geral da Educação, no que toca a este item apontou o que se lê no gráfico e já na altura tinham começado a ser implementadas medidas no sentido de melhorar as notas.
Falta de assiduidade generalizada, fracas expectativas e pouca valorização das aprendizagens por parte de ambos, alunos e famílias, constam no relatório de Fevereiro de 2008 que vai, evidentemente, muito para além de resultados académicos.
Estranhamente, ou talvez não, é relatada uma relação inversa entre participação de Encarregado de Educação na Escola e grau de ensino. Assim o que começa por ser uma relação de proximidade muito forte nos primeiros anos de escolaridade, acaba por se desvanecer ao longo do percurso escolar.
Proximidade parece pois um excelente ponto de partida para inverter os fracos resultados que a generalidade dos nossos alunos apresentam. Proximidade e participação.
E aqui todos devemos e podemos contribuir. Curiosamente até a Internet nos pode trazer mais ao perto. Colocar a Carta Educativa do Concelho, as actas do Conselho Municipal da Educação, as actas do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas da Nazaré – tudo o resto o Agrupamento já disponibiliza – à distância de um clic, pode ser uma forma de dar início a uma discussão mais profunda, noutro lugar, entre todos, no sentido de congregar energias para melhorar sempre o panorama educativo da Nazaré.
É que nós temos a tendência de ver a nossa terra como uma ilha. Temos o Carnaval mais nazareno, a Praia mais típica, o Templo Visigótico mais antigo!?, afinal não há Terra como a Praia nem Sítio como a Pederneira, e é verdade, tudo verdade e com muito prazer.
Mas os nossos alunos concorrem não entre eles, não com os outros alunos de Leiria, de Portugal, da Europa, mas do Mundo.
E por vezes, as ilhas servem como factor de cristalização de comportamentos, redundando num sinónimo de isolamento.
Porque não pegar no “mote” dado pelo governo que colocou a Educação nas Grandes Opções do Plano para 2010-2013 e munidos de todas as nossas idiossincrasias aproximarmo-nos desta ideia?
Já agora, e no que toca ao ensino secundário?

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