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De acordo com a Organização Mundial de Turismo (UNWTO), a actividade turística é hoje a principal actividade económica a nível mundial, perspectivando-se uma receita global até 2020 que poderá ascender aos dois mil milhões de dólares americanos.
Atento a isto, o Turismo de Portugal por forma a incentivar o desenvolvimento de um fenómeno relativamente recente enquanto actividade económica organizada, e sendo o turismo considerado um instrumento capaz de atenuar os desequilíbrios regionais (económicos, de emprego, equipamento, serviços, infra-estruturas), concedeu em incentivos qualquer coisa como 70 milhões de euros no ano de 2008.
Mas num país com uma inclinação acentuada para as zonas litorais (também no turismo o sol e praia ganham de longe ao turismo cultural, de eventos, de negócios, saúde e repouso, itinerante, natureza, aventura, cinegético), a gula de Lisboa fez-se sentir e deglutiu 49 milhões, ou seja 70% da verba disponível, como noticiou o Jornal de Notícias na edição de hoje.
Já no efémero Clube do Pensamento que verbalizou sobre a melhor região de turismo para Nazaré e Alcobaça, António Carneiro e David Catarino deixaram no ar a necessidade de estratégias conjuntas, no sentido de combater o imperialismo de Lisboa.
O apelo a mais acção feito na altura pelos empresários deve continuar a esbarrar numa capital soberba que vai sorvendo estes e outros fundos à luz da conhecida máxima “há projectos que mesmo realizados em Lisboa têm um efeito de difusão no território nacional muito importante”.
Nada de novo, também no Turismo de Portugal a gula é um pecado capital.
