[Describing Vietnam]
Forrest Gump: We was always taking long walks, and we was always looking for a guy named “Charlie”.

É quase uma característica nacional. Não fazemos o que queremos, hesitamos em fazer o que devemos, procuramos sempre uma solução exterior a nós mesmos. Este fado ofende a nossa liberdade. De Portugal, dos portugueses, dos nazarenos.
Não que ser livre seja fazer o que queremos, literalmente seriamos escravos de nós próprios. Mas agir, acção no sentido do que aspiramos, no sentido do que pensamos ser o melhor, é verdadeira liberdade conseguida.
É dessa forma que a nossa opinião pública erroneamente é confundida com inexistente, existe entorpecida.
Entregámos a tarefa de suprir as nossas necessidades à classe política. Optamos por uma cidadania passiva que politicamente se limita a depositar o voto em tempo de eleições a quem nos acena com promessas eleitorais, leia-se marketing político, mais próximas da nossa quase inexistente actividade política que se resume, ao que desejamos.
Alinhamos a nossa opinião com as sondagens que bebemos da evidente isenção dos meios de comunicação de massa e subjugamos comodamente as nossas ideias aos “mercadores especialistas” dos painéis de televisão, que quase diariamente nos poupam ao enfado de pensar.
Assim, assistimos óciosamente no nosso sofá e em alta definição ao cortar de subsídios, ao aumento da carga laboral, a cortes na saúde, a aumento de taxas moderadoras, a cortes na educação, a privatização de sectores chave para o país, a aumento de impostos…à austeridade, necessária por certo, tantos especialistas nos dizem. No fim, também muitos garantem…, mais austeridade, é preciso!
É chegada a hora da simpatia por nós próprios. Se não vai pela razão, que vá pela emoção (mais uma vez). Emocionem-se. No mínimo não concessionem as vossas emoções. Venham para a rua discutir sentimentalmente.
Deixemos de estar democratizados e democratizemo-nos.
Agir é preciso.

Anúncios