Todos os anos quando o Ministério da Educação divulga os resultados dos exames nacionais, órgãos da comunicação social apressam-se a elaborar os badalados rankings dos estabelecimentos de ensino. Não vale a pena alimentar mais a discussão do mérito que uma escola deve ou não ter em função da excelência de resultados académicos. A escola, em principio, deveria ter sempre como critério primeiro de distinção o nível dos resultados dos alunos.
Acontece que cada comunidade educativa tem especificidades próprias e se formos olhar de forma séria para os rankings teremos sempre que acabar por comparar escolas com realidades semelhantes afim de percebemos qual a verdadeira performance dos estabelecimentos de ensino.
Todos sabemos que os colégios privados que aparecem no topo dos rankings “escapam” à missão de integração que muitas escolas públicas querendo ou não, acabam por fazer com prejuízo claro dos resultados académicos, apesar de também as escolas públicas começarem, fruto da pressão mediática desta seriação, a recorrer a “truques” no sentido de conseguir melhores classificações.
Os melhores resultados acontecem de forma repetida no litoral e a explicação que mais encontramos reverte para a condição sócio-económica.
Acontece que apesar de estarmos no litoral, de sermos o concelho do distrito de Leiria com melhor nível de vida e o 33º a nível nacional – mesmo com o défice do indicador económico, o nosso Agrupamento de Escolas ficou a quinze lugares do fim da tabela no ranking do expresso. Desde 2007 que não saímos do vermelho e nos últimos dois anos a tendência é para uma ligeira descida das notas.
Esta é uma questão que tem que merecer a nossa reflexão.

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