Nós todos parecemos padecer de problemas tendencialmente graves de percepção. O mundo à nossa volta está em constante mudança. Nós, ao contrário, poucas vezes estamos sensíveis e damos conta da alteração que subtilmente, ou não, se vai instalando. Quando finalmente percebemos, temos uma dificuldade endógena de ler entrelinhas e mesmo que as constatemos, resistimos-lhes com distorções exóticas.
Usar metáforas, analogias, mesmo repetições é uma de duas, ou tique, ou insanidade. Ironia?, conceito proibido para qualquer coisa que se queira construtiva.
Abstrairmo-nos um pouco? Dá trabalho e obriga a pensar. Bom é o concreto, directo, imediato. Dessa forma podemo-nos permitir personificar significações, ou melhor ainda, personalizar sem a necessidade de nenhum tipo de conceptualização.
A verdade é que muitas vezes dá um “jeitaço” não interpretar código seja de que tipo for. De qualquer das formas, aqui fica o desafio a uma qualquer abstração:
– O que é a pobreza? – Does it matter that we don’t agree on the definition of poverty?

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