
Mas desta vez…
António Carneiro e David Catarino já tinham dado a perceber que congregação de esforços por parte das regiões de Turismo do Oeste e de Leiria-Fátima seria uma inevitabilidade no sentido de ganhos comuns. Se juntarmos Pedro Machado e a Turismo do Centro de Portugal, até os mais distraídos percebem do potencial de um aeroporto que permita companhias aéreas a operar rotas low cost no Centro de Portugal.
Para os que gostam de números, dos 144 877 passageiros que passaram pelo aeroporto de Faro no passado mês de Janeiro, 89% fizeram-se transportar em companhias low cost. A Ryanair que mês após mês tem contribuído com crescimento para este valor no Algarve, já mostrou no decorrer da BTL interesse na solução Centro.
E quem pensar que estamos só a falar de turistas vindos do estrangeiro desengane-se. Quando em Outubro do ano passado a mesma companhia iniciou a ligação Porto-Faro, tinha nas primeiras três semanas, 80 a 85% dos voos vendidos.
Portugal está a passar por aquilo que a CAPA (Centre for Asia Pacific Aviation) denomina por “low cost carrier revolution”, o que fez com que apesar da crise, os destinos portugueses resistissem melhor que os espanhóis e registassem um aumento no mês de Abril de 2009 de cerca de 7,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Claro que não é preciso ser vidente para perceber que o tráfego se concentra nas Regiões de Turismo servidas por Lisboa, Faro e Porto, um contraste evidente com os nossos vizinhos que com 40 aeroportos a operar low cost cobrem uma área consideravelmente maior.
É conhecido o interesse de Beja, Ponta Delgada, Viseu, Vila Real entre outras em aeroportos com companhias a operar em baixo custo, o que já se verifica no Porto, Lisboa, Faro, Funchal e Porto Santo.
Sauda-se pois a adjudicação do estudo para a implementação de um aeroporto regional na Zona de Leiria, ficando por saber da capacidade de lobby da região que a avaliar pela primeira reacção de António Mendonça, vai ter que ser mais que muita.
Mas para já que tal irmos trocando ideias entre nós acerca desta possibilidade? A concretizar-se será um desafio interessantíssimo no sentido de captarmos, fidelizarmos e oferecer-mos mais e melhor a quem nos visitar.

5 comentários
Comments feed for this article
04/03/2010 às 11:43 am
Turista
Já ai tão argumentos pa fazer arrancar o falatório, falta o ponto fundamental que ainda ninguém disse, é normal que ninguém da praia diga nada sobre este aeroporto que parece, dizem, pode trazer turistas. A malta da praia não tá para discussões, isto é uma terra de turismo e os primeiros turistas somos a gente.
03/03/2010 às 8:48 pm
O citador
Voos civis em Monte Real em análise
2008-09-20
NELSON MORAIS
O Governo vai apoiar a realização de estudos para avaliar a viabilidade técnica e económica da abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil, adiantou ontem, em Coimbra, o ex-euro-deputado e gestor Manuel Queiró.
Em nome do movimento que quer ver aviões comerciais na base militar, Manuel Queiró anunciou a criação de um grupo de estudos, cujas despesas de funcionamento serão pagas pelo Governo. O Executivo também deu luz verde à representação, no grupo, do Instituto Nacional de Aviação Civil e da entidade que controla o tráfego aéreo no país, a NAV Portugal, acrescentou.
Segundo o ex-eurodeputado do CDS, foi o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e o seu secretário de Estado adjunto, Paulo Campos, que manifestaram a abertura do Governo para avaliar a aspiração, “já muito antiga”, sobre a abertura de Monte Real.
O grupo de estudos, adiantou Manuel Queiró, vai ser dirigido por “alguém da Região Centro com perfil de técnico”. Integrará, ainda, as universidades de Coimbra e Aveiro, o Politécnico de Leiria, a ANA – Aeroportos de Portugal e a Força Aérea Portuguesa (FAP).
Esta participação terá atenção especial, visto que a FAP tem sido vista como o obstáculo à entrada de voos comerciais em Monte Real, no concelho de Leiria.
Embora os estudos não estejam feitos, Manuel Queiró considera que está em causa “uma operação de baixo custo e alto rendimento”. “Já há pista, sistema de controlo da navegação, espaço para aparcamento de aviões…”.
A criação de um aeroporto regional em Monte Real serviria o mercado emergente das companhias “low-cost” e, segundo o referido movimento, beneficiaria o tecido empresarial da região e, dada a proximidade de Fátima, o turismo religioso. São efeitos a dissecar, brevemente, em duas iniciativas: uma reunião com o comissário europeu dos transportes, para captar apoio comunitário; e um seminário, para debater o tema dos transportes e acessibilidades no Centro.
Pouco depois da reunião de ontem – que juntou, além de Manuel Queiró, o presidente da Ordem dos Engenheiros no Centro, Celestino Quaresma, o ex-governador civil Jaime Ramos e o presidente do iParque, Noberto Pires -, a agência Lusa deu notícia de uma voz dissonante. O presidente da Câmara de Ourém, David Catarino, que defendeu a utilização do aeródromo de Fátima, que está “praticamente feito”, em prejuízo de Monte Real. “Já dei para esse peditório e não dou mais”, afirmou, considerando que a ideia de Monte Real só ressurge agora porque o projecto de Fátima está adiantado e será capaz de servir as necessidades da faixa situada entre Lisboa e Porto.
03/03/2010 às 5:29 pm
Avião
Kriam batatinhas? Abrem já a boca.
03/03/2010 às 12:04 pm
Helder
Mais uma vez a falta de um Governo Regional do Centro faz-se sentir.
O presidente do turismo do Centro quer um Aeroporto na Regiao das Beiras, mas a pessoa que tem que assinar é o Primeiro Ministro que esta em Lisboa, bastante preocupado com outros dossiers e o desenvolvimento da Regiao das Beiras arrasta-se por falta de decisoes ate as proximas eleiçoes.
O Aeroporto de Monte Real esta completamente preparado para receber avioes de pequeno e medio curso como os da Ryanair, so falta construir as instalaçoes para os passageiros.
O Aeroporto de Monte Real dista de Lisboa 154km, 58 km da Figueira da Foz, 85km de Coimbra e 185km do Porto.
As conexoes ferroviarias sao pessimas devido a falta de investimento e decisao do Governo Central e o comboio para Lisboa demora 4h a percorrer os 154km com mudança obrigatoria de comboio em Caldas da Rainha. Ate Coimbra o comboio demora o comboio demora entre 1h15m (comboio da manha) e as 3h35 (comboio que sai as 19h59m) e so existem 5 comboios diarios.
Como veem se nao fosse o transporte rodoviario, Leiria estaria praticamente isolada do resto do Pais.
Creio que sem Regionalizaçao e Governos Regionais que lutem cada um pelo desenvolvimento da sua Regiao nao vamos la.
Os politicos de Lisboa estao muito confortaveis na sua cadeira para pensar no resto de Portugal e tomar decisoes que nos facilitam a vida.
Regionalizaçao é preciso. Governo Regional para o Norte, Beiras, Alentejo e ALgarve é preciso. Deixem-nos votar e decidir quem esta a frente dos destinos da nossa regiao.
03/03/2010 às 11:57 am
Jroge Bandeira, Aveiro.
Solução inteligente.
Com a Portela saturada, e com a impossibilidade de companhias como a Ryanair operarem nesse aeroporto, parece-me inteligente abrir a base aérea ao tráfego civil. Não será muito mais útil considerar esta possibilidade e aproveitar uma pista existente de 3km que neste momento só serve para brincar aos F16? O investimento num aeroporto lowcoast é extremamente reduzido, um pavilhão 3 ou 4 balcões de chek in seria o suficiente. Cidades desconhecidas como Kerry, Knock, Shannon; Billund tem todas um aeroporto que irá fazer ligações a Faro brevemente. Será assim tanto provincianismo ponderar este investimento para Leiria? Recordo que a Ryanair utiliza bases em Frankfur (Hann) e Barcelona (Girona e Reus) a cerca de 100 km destas cidades. Brevemente abrirá outro aeroporto em Lerida, catalunha a mais de 120 km de Barcelona. Através da A17, Lisboa está a 1h15 de autocarro. Com um diminuto investimento este trajecto também poderia ser feito por comboio, recordo que a linha do oeste tem estação em Monte Real. O turismo do litoral (Nazaré, São Pedro de Moel, São Martinho do Porto, Figueira da Foz e Fátima) a menos de 45 min, o turismo empresarial (eixo Leiria-Marinha Grande) são polos que seriam capazes de viabilizar só por si a pequena infra-estrutura a construir. Mais ainda as próprias cidade de Coimbra e Aveiro (1h de distancia) sairiam beneficiadas tanto para efeitos de turismo como para atracção de congressos. Não comparemos investimentos faraónicos e desmedidos como o estádio. Trata-se se sim de com pouco dinheiro capitalizar turismo e investimento para toda a região centro (Lisboa incluído).