
Uma rede de cidadania
Muito se tem escrito acerca da revolução tecnológica. As potencialidades crescem exponencialmente à razão da diminuição e sofisticação do tamanho dos objectos ao nosso dispor. Uma boa imagem será pensarmos nos velhos relógios das torres de igreja por oposição à precisão dos diminutos relógios atómicos, por exemplo, da constelação de satélites do GPS.
Fruto desta diminuição e sofisticação, generalizou-se a utilização de utensílios que em qualquer altura e lugar permitem a gravação de som e imagem, facultando ainda na maioria das ocasiões, a possibilidade de rapidamente essa informação ser partilhada via Internet ao mundo.
Desta conjugação tem aparecido uma nova forma de “repórter” não profissional, que ora de forma intencional ora casualmente, regista acontecimentos que é impelido a partilhar com os demais.
São mostras disto o triste episódio da professora de história da Escola Básica 2,3 Sá Couto, de Espinho, ou as deploráveis fotos de Abu Ghraib.
Esta vontade de partilhar factos que de alguma forma escapam à imprensa e repórteres tradicionais, muitas vezes por simples casualidade, é mostra de uma cidadania assente na já referida revolução tecnológica que acelera a cada dia que passa – uma cidadania que se liga em rede.
Na próxima segunda feira pelas 16 horas na Biblioteca Municipal, na blogue conferência, os candidatos à presidência da Câmara da Nazaré responderão a questões colocadas por um grupo de blogguers nazarenos, seus concidadãos. Nada que a imprensa local e regional não tenha já realizado. A novidade desta vez é que para além de poder ser assistida no local, é promovida por amadores e terá som e imagem divulgados via Internet circundando o planeta em tempo real.
Uma forma interessante de colocar a tecnologia ao serviço do cidadão – uma rede de cidadania.

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