
O Mundo dá-nos sinais novos e inesperados neste fim de ano.
O cidadão anónimo parece ganhar consciência da cidadania e querer de forma mais activa colocar em prática o direito à auto-determinação.
Protestar é o mote. Contra o desemprego, contra o aumento dos impostos, contra a perca de subsídios, contra tanta coisa que quase contra a vida, pelo menos esta em piloto automático para a pobreza, contra quase tudo, o que até esboçou um contra-movimento contra os contrariados.
Na origem de tanto desencanto está a classe política. A ideia de os eleitos representarem e agirem em beneficio do Povo, perseguindo objetivamente e de forma responsável, como o discurso político gosta de proclamar, o progresso e bem estar entrou em recessão.
“A palavra aos cidadãos” são as palavras da ordem.
Este sentimento corre mundo num efeito contagiante tão poderoso que até à nossa Nazaré chegou a contestação.
A comissão “Defesa da gestão pública das águas da Nazaré”, é só a parte mais visível de um burburinho que vai em crescendo na Vila. Há grupos de Nazarenos visivelmente preocupados, a pedir explicações. Querem perceber para lá das palavras de circunstância. Interrogam sobre alianças inesperadas, inversões de discurso, acusações públicas. Têm dificuldade em perceber medidas politicas que estão convencidos prejudiciais e conversam sobre o desígnio da vila. Conversam daquela maneira que os nazarenos por vezes conversam, de quem obedece mas não serve.