O Psd liderado pelo Eng Jorge Barroso, apresentou-se nas últimas eleições autárquicas defendendo uma “estratégia coerente de investimento público“. De lá para cá muito se alterou e o futuro aparenta assentar já num novo pilar, numa nova estratégia global e inovadora, uma injecção de liberalismo renovado que passa por entregar tudo ao privado, tudo, à excepção talvez da Acção Social.
Os sinais desta nova visão vão transparecendo aos poucos. O estudo para a concessão do parqueamento, o estudo para a concessão do sistema de água e saneamento.
Enquanto não se assume que o caminho da concessão já aprovado em Assembleia Municipal visa em primeiro lugar garantir liquidez às contas municipais, do que se tem dito e escrito podemos sublinhar nesta altura o seguinte:
1) Os serviços municipalizados estão em condições de assegurar a gestão pública do sistema sem prejuízo e acautelar progressivamente a manutenção e investimento na rede;
2) O sistema precisa com a celeridade possível de um reservatório nas Águas Belas e de um depósito no Rio Novo;
3) É um risco pensar em auto-suficiência do Concelho, mas metade do volume de água que está contratualizado com a Águas do Oeste, será o suficiente para suprir necessidades no pior cenário;
4) Os serviços municipalizados não estão em condições de assegurar a liquidez necessária à autarquia, ao contrário, sofrem constrangimentos de tesouraria por falta de transferência de verbas do orçamento municipal;
5) Existem dois estudos que avaliam de forma diferente o valor da concessão, por sinal, em cerca de metade;
6) A Assembleia Municipal vai ser confrontada com um pedido de referendo local nesta matéria;
Percebe-se já por aqui que muita água vai ainda correr sobre este assunto. Ainda assim, destaca-se que liberalizando para a concessão a privados, o referendo pela sua natureza liberal intrínseca, constitui-se como um instrumento privilegiado neste processo.
Ao defender a concessão, abre-se o caminho à democracia directa, ao auscultar a voz popular num ponto preciso e que afecta de forma imediata as pessoas, estabelecendo-se este como um critério de excelência, até para percebermos, se um político é verdadeiramente, um liberal.
O referendo além de esclarecer qual o caminho que a comunidade prefere trilhar, permite incutir diversidade na decisão, sendo que a diversidade é a força das comunidades, por oposição à uniformidade que sempre fez a força dos governantes.
A não ser que os nazarenos ainda acreditem que exista uma coisa como a vocação liberal dos políticos.
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