Esta terra não é para velhos – revisitado

anonovo

Escreve o professor Manuel Sequeira no região de cister de 8 de Janeiro, que o modelo que tem norteado a passagem de ano atingiu o limite da decência.
A organização pariu um monstro cujo pai é bem conhecido de todos, esse maldito “Rave” que qual roedor vive para se multiplicar, infestando em questão de dias as ruas da nossa vila com criminosos de chupeta, tudo fazendo para denegrir a imagem e o bom nome que a Nazaré granjeou por esse mundo fora.
A par disto, alinhando com as alterações climáticas que se vão fazendo sentir, cantamos “ci à ré vai t´amarar” ao invés de “silent night”.
Experimentando hermeneuticamente as linhas publicadas, o que provavelmente o professor quererá dizer, é que o lançamento da marcha de carnaval por si, não constitui uma medida eficaz de promoção do carnaval nazareno. Aproveitando a presença de cerca de 100 mil visitantes, realizar uma operação de charme, divulgando marcha, cartaz, programa e qui ça, Rei e Rainha, seria trabalhar no sentido de rentabilizar e exponenciar recursos. Por que não 100 mil visitas no carnaval?
Quando Manuel Sequeira refere a delinquência, não está por certo a referir-se a crimes. Os excessos que assistimos aqui são em tudo semelhantes aos que acontecem em qualquer festa académica, que todos os anos se repetem por este Portugal fora. Deve tratar-se é de um alerta para o perigo de concentrações tão grandes de pessoas em espaços tão exíguos, com potencial desastroso. É com o erário público proporcionarem-se festas privadas na “esplanada”, onde um palco escandalosamente grande bajula uma dezena de privilegiados.
Além de servir de autêntico tampão ao movimento da populaça, esta barbárie de luz e som para tão reduzida área, esconde o que de melhor nós temos, o nosso principal cartão de visita, o mar e a praia, tendo ainda o condão de voltar agentes económicos de costas.
Uns, porque inchados da gula, não conseguem olhar para a aridez ao lado. Outros porque decrépitos da mingua, não percebem que só se unindo podem esboçar uma aragem no sentido de inverter as coisas, a força que vem do norte, e limitam-se a apontar armas de pólvora seca a quem tenta apanhar as migalhas das migalhas.
Parece que o circulo hermenêutico do que foi escrito afinal, é que é chegada a altura de em conjunto reflectirmos sobre a melhor forma de aproveitar ao máximo esta grande festa que é a passagem de ano.
No que toca à segurança, a resposta parece evidente. Centralizar, que é o mesmo que dizer, deslocar para o centro e utilizar o que sempre tivemos de melhor.
No que diz respeito à formula e conteúdo programático, está na altura dos principais interessados, os comerciantes, a posição dos seus representantes sobre esta questão é conhecida, ou não?, se constituírem como parceiros activos da organização, assim queira e permita o município.
Esta sinergia de interesses e vontades, por certo permitirá aumentar e diversificar o nosso público, conseguindo-se talvez trazer à nossa passagem de ano, a banda referência nacional que já tantos vão exigindo.
Vamos esperar a apresentação do estudo da marca Nazaré. Este assunto voltaremos a experimentar oportunamente.

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  1. Pingback: Vai ser bonita a festa pá ou, gambozinos ao saco! | Experiência Hermenêutica

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