Realizou-se ontem no Hotel Praia o primeiro encontro do clube do pensamento que verbalizou sobre os recém criados Pólos de turismo do Oeste e Leiria-Fátima.
A temática “Nazaré/Alcobaça: Que região de Turismo?” que “alavancou” o fórum, estava à partida esvaziada devido ao facto de ambas as autarquias já terem decidido, no caso da Nazaré por unanimidade, pelo Pólo do Oeste, esperando só a alteração à lei pedida ao governo para formalizarem o pedido de adesão.
Ainda assim, na sala foquim do renovado hotel com poucos lugares vazios, uma audiência atenta tentou perceber e contribuir para o esclarecer das mais valias de uma e outra opção.
David Catarino, presidente do Pólo de Turismo Leiria/Fátima, apresentou como melhor argumento pela opção que representa, o facto de a decisão de adesão passar pelos municípios, estando disponível para ao lado dos agentes económicos sensibilizar autarcas para os problemas dos empresários.
António Carneiro, presidente do Pólo do Oeste, esgrimiu a continuidade do trabalho já realizado na extinta região de Turismo do Oeste, cuja estratégia passa por visibilidade internacional através do golfe, servindo esta prática de âncora de promoção aos diversos produtos específicos da região abrangida.
Apesar disto, Carneiro e Catarino sublinharam que mais valias seriam criadas se estes dois Pólos fossem um só, o que obriga a estratégias conjuntas de acção, no sentido de combater o imperialismo com que Lisboa oprime esta parte do país.
Mais acção foi precisamente o que pediram os empresários na audiência acabando essa por ser a nota dominante deste primeiro pensamento. Menos concertação no que toca aos limites e mais prontidão no que toca às práticas foi o apelo mais ouvido.
Por responder ficou a pergunta lançada à mesa por Serafim Silva. Para que servem estas estruturas, se viram as verbas atribuídas diminuírem significativamente e se não podem fazer promoção no exterior?
A nota de destaque vai para os organizadores. O clube do pensamento arrancou com nota positiva por parte de todos, e pode constituir um interessante exercício democrático. O porto de abrigo e a pesca seguem dentro de momentos…
Nazaré/Alcobaça: Que região de Turismo?
31/01/2009Exaltação!!!
29/01/2009
230 milhões de desempregados! No relatório ontem divulgado, este é o valor estimado pela Organização Internacional do Trabalho para o ano de 2009 em todo o mundo se o cenário de crise continuar a agudizar-se. Juan Somavia director geral deste órgão, salientou o carácter realista da afirmação, sublinhando que 200 milhões de ex-trabalhadores podem passar para a situação de pobreza extrema.
Para a larga maioria dos economistas é a altura de uma reacção forte e energética, vaticinando alguns o risco da falência de 60 a 80 por cento das empresas e um retorno do nível de vida à qualidade verificada nos anos 60, senão mesmo o colapso económico mundial.
Hoje em Davos na Suíça, tem início o Fórum Económico Mundial que ao que se espera apontará o caminho a seguir pela economia do mundo.
Os governos já lançaram “mãos à obra”, disponibilizando recursos que ao que parece ninguém percebeu bem ainda as repercussões efectivas que terão.
O que podem empresários e trabalhadores nazarenos fazer face a tão dramático cenário?
Longe da grandeza que permita uma reportagem televisiva, o sensibilizar da oposição e o consequente socorro do governo, a grande maioria das micro empresas da Nazaré parece estar condenada a uma só coisa – o engenho dos nazarenos.
E é chegada a altura de honrarmos a nossa memória colectiva de gentes de luta, de gentes que não baixam os braços, de gentes que se exaltam na adversidade e sobretudo de gentes que se solidarizam nos momentos de maior dificuldade.
Munidos desse espírito seremos visionários, empreendedores, pró-activos e solidários. Sofreremos os abalos que estão por vir, mas resistiremos e estaremos de pé quando a tormenta abrandar.
Nazarenos exaltem-se!!!
Famílias numerosas, duas idéias a apoiar
26/01/2009
Dados do Instituto Nacional de Estatística, a manter-se a tendência actual, a população portuguesa diminuirá um número de 1.3 milhões de pessoas em meados deste século, para um total de cerca de 9.3 milhões, sendo que os idosos corresponderão a 2.9 milhões desse número, ou seja, por volta de 32% da população.
A não se verificar uma inversão demográfica, em 2050, a cada 100 jovens corresponderão não os actuais 108 mas 243 idosos.
Esta radical alteração demográfica, já alertada pelo Presidente da República, vai necessariamente voltar as atenções para a natalidade e para a família, estrutura que desejo essencial no apoio a um número crescente de avozinhos e avozinhas.
Leiam-se as palavras do vereador independente na nossa Câmara Municipal, António Trindade, «É notório que temos perdido nos últimos dez anos cerca de mil habitantes e isso é uma preocupação. Enquanto em 2006 houve cerca de 130 nascimentos, em 2007 reduziu para 124 e em 2008 em meados de Outubro registamos 74».
O município da Nazaré já deu mostras que está sensível para as questões do apoio à natalidade como indica a aprovação do executivo por unanimidade, da proposta deste vereador, que concede apoio a todos os bebés nascidos no concelho desde Janeiro deste ano.
Este é também, claro, um apoio à família, mas está na hora de ser ainda mais audaz e passarmos ao apoio à família numerosa.
Atentemos no gráfico e frases seguintes retirados do plano «Nazaré 2015: uma visão para o concelho»:
«A diminuição do n.º de filhos por casal, fruto do declínio da taxa de natalidade, é o fenómeno demográfico mais expressivo do concelho.»
«Duplo envelhecimento populacional do concelho: na base e no topo da pirâmide»
Vejamos agora a taxa de fertilidade dos casais portugueses:

Como se pode constatar, os casais portugueses estão longe de ter dois filhos cada, o que conseguiria tão somente repor a população. Para fazer face ao envelhecer dos lusitanos, três rebentos por casal seria o mínimo desejável. Se nos lembrarmos que segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2015 trinta por cento dos casais vão sofrer de infertilidade, concluímos da pertinência desta ideia.
Faz todo o sentido a ajuda ás famílias numerosas, que por definição da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, é qualquer casal com três ou mais filhos.
A Câmara Municipal da Nazaré pode e deve fomentar o apoio a esta estrutura fundamental da sociedade, adoptando medidas que visem de alguma forma compensar quem opta por tão ilustre desafio.
Não hajam dúvidas, nos dias de hoje esta é claramente uma opção de vida que deve ser aplaudida e encorajada por todos nós.
E aqui não fica só o repto, fica um exemplo de uma medida prática que pode ajudar estas famílias. Como todos sabem, a taxa de saneamento é paga em função do consumo de água verificado em cada fogo. Um casal com três filhos atingirá necessariamente um consumo de um dos escalões mais caros do preço de água, agravando ao mesmo tempo a taxa de saneamento.
Assim, uma medida que visa tornar o preço deste bem mais justo – conceito utilizador/pagador – está completamente desvirtuada nestes casos em particular, pois o consumo per capita pode muito bem ser menor do que um agregado mais pequeno, mas feitas as contas, o consumo da família numerosa será sempre mais elevado. Resultado, metro cúbico de água mais caro e inflação da taxa inerente.
Porque não começar por aqui?
Veja-se o caso de Vila Real
Clube do pensamento
24/01/2009
O nome é pretensioso e pouco tem de original. A cara associada na noticia do região da Nazaré também não é nova e as ideias são conhecidas. Realmente excitante e entusiasmante é o que se propõe fazer este fórum de debate, contribuir para que a sociedade nazarena reflicta e contribua de forma activa para os desígnios da Nazaré.
Resta esperar que na génese deste clube tenha havido pluralidade, não que seja um factor condicionador, mas seria o garante de um movimento com tanto potencial não estar sujeito a enfermidades congénitas, o que pode limitar e muito o alcance deste tipo de iniciativa. Vamos esperar que os fóruns dissipem estas duvidas que existem sempre. Por agora, vamos em frente clube do pensamento.
Cangares alive
24/01/2009
Um já foi Rei de Carnaval, outro é o Carnaval encarnado. Não fosse isto, a amizade que nutro por estes dois cangares era razão mais do que suficiente para este destaque.
Mas o melhor de tudo é que hoje na Rádio Nazaré vamos ter o privilégio de poder ouvir um “João Tavares Unplugged”, dirigido pelo mestre sala Hespanhol e o melhor é que é ao vivo e em directo! Uma oportunidade única para fazer uma viagem pelas marchas desconcertantes do João. A par da riqueza das letras e melodias é sempre um momento apocalíptico, no sentido do Profeta com o mesmo nome deste Rei, ouvir as interpretações numa voz monocórdica que remetem para um autêntico Bob Dylan da praia. Façam como eu, não percam!!! A partir das 15 horas em 100.6 MHZ.
Alunos em casa
19/01/2009
Hoje os nossos alunos ficaram privados de aulas fruto da greve dos professores que se fez sentir por todo o país com uma adesão de cerca de 91% segundo os sindicatos e 41% de acordo com o ministério. Esta greve é mais um episódio na luta desta classe profissional contra o modelo de avaliação de desempenho proposto pelo ministério da educação.
A história do ensino no nosso país é fértil em convulsões, em reformas e contra-reformas que remontam ao extinguir da Companhia de Jesus, sucumbida ao iluminismo do marquês de Pombal.
Desta vez porém, existe um factor claramente novo. A quase totalidade de uma classe discorda e está disposta a lutar pelas suas convicções.
Para encarregados de educação preocupados, surgem sérias dúvidas acerca das reais intenções deste processo de avaliação. Pode uma medida isolada contribuir para a melhoria significativa da qualidade de ensino? Pode a excelência ser sujeita a quotas, quando o bom não é? Devem os professores ser avaliados pelos seus pares, colegas de escola? Que lógica de justiça está aqui empregue quando o processo foi cancelado nos Açores e na Madeira atribuído um bom administrativamente a todos os docentes pelo Dr. Alberto João Jardim? Porque é que quem tem ainda três anos de docência pela frente está dispensado da avaliação de desempenho?
A avaliação tal como Maria de Lurdes Rodrigues a concebeu aparenta estar ferida de morte. Da parte dos encarregados de educação tem sido notória a falta de tranquilidade do corpo docente o que se reflecte necessariamente não uma melhoria, mas uma pioria da qualidade das aulas. Vamos esperar que o bom senso prevaleça e as partes possam chegar a um acordo, a bem de todos nós.
Os professores da Nazaré contam com o nosso apoio.
Avaliação sim, este modelo não.
Ps – Seria talvez esclarecedor o governo preconizar medidas semelhantes a esta noutras classes profissionais. Que aconteceria ao termos médicos, juízes ou deputados sujeitos a aferições de desempenho?
Supernova3
18/01/2009
Inaugurado oficialmente em Paris nos passados dia 15 e 16 sob o lema “Descobre o teu Universo”, o Ano Internacional da Astronomia (AIA), assinala as primeiras observações astronómicas com recurso ao telescópio realizadas por Galileu Galilei há 400 anos.
Em Portugal a abertura oficial está agendada para 31 de Janeiro no Porto, mas a Nazaré pede meças aos melhores e pulveriza para já cidades de nomeada.
Comandado pelo Almirante da Astronomia em Portugal, o Professor Máximo Ferreira, o planetário nazareno tem realizado regularmente sessões abertas ao público. Se a isto acrescentarmos o curso “Introdução à Astronomia” levado a cabo durante a manhã e a tarde de ontem, que culminaria com uma observação celeste caso as condições atmosféricas o tivessem permitido, podemos aferir da excelência da qualidade do trabalho que aqui se tem desenvolvido.
A par da reconhecida autoridade nos assuntos abordados, Máximo Ferreira sensibilizou os presentes para a necessidade de diminuição da poluição luminosa, um dos objectivos do AIA, que redundaria numa significativa poupança económica ao mesmo tempo que permitiria devolver a beleza ao céu nocturno.
É caso para dizer “si à ré” poluição luminosa! Fica a sugestão de fazermos a nossa “Noite das Estrelas” para meados de Novembro, altura em que está prevista uma chuva de meteoros.
Finalmente registo para a única nota menos positiva. Foi notória a ausência do corpo docente de todos os graus de ensino das escolas da Nazaré, públicas e privada. Esta por certo é uma situação que terá as mais legitimas justificações e será corrigida em breve.
Ao que consta o repto da astronomia já foi lançado ao Agrupamento de Escolas da Nazaré, o que seguramente irá resultar numa relação muito pedagógica e instrutiva. Nós encarregados de educação, batemos palmas e agradecemos antecipadamente.
Esta terra não é para velhos – revisitado
15/01/2009Escreve o professor Manuel Sequeira no região de cister de 8 de Janeiro, que o modelo que tem norteado a passagem de ano atingiu o limite da decência.
A organização pariu um monstro cujo pai é bem conhecido de todos, esse maldito “Rave” que qual roedor vive para se multiplicar, infestando em questão de dias as ruas da nossa vila com criminosos de chupeta, tudo fazendo para denegrir a imagem e o bom nome que a Nazaré granjeou por esse mundo fora.
A par disto, alinhando com as alterações climáticas que se vão fazendo sentir, cantamos “ci à ré vai t´amarar” ao invés de “silent night”.
Experimentando hermeneuticamente as linhas publicadas, o que provavelmente o professor quererá dizer, é que o lançamento da marcha de carnaval por si, não constitui uma medida eficaz de promoção do carnaval nazareno. Aproveitando a presença de cerca de 100 mil visitantes, realizar uma operação de charme, divulgando marcha, cartaz, programa e qui ça, Rei e Rainha, seria trabalhar no sentido de rentabilizar e exponenciar recursos. Por que não 100 mil visitas no carnaval?
Quando Manuel Sequeira refere a delinquência, não está por certo a referir-se a crimes. Os excessos que assistimos aqui são em tudo semelhantes aos que acontecem em qualquer festa académica, que todos os anos se repetem por este Portugal fora. Deve tratar-se é de um alerta para o perigo de concentrações tão grandes de pessoas em espaços tão exíguos, com potencial desastroso. É com o erário público proporcionarem-se festas privadas na “esplanada”, onde um palco escandalosamente grande bajula uma dezena de privilegiados.
Além de servir de autêntico tampão ao movimento da populaça, esta barbárie de luz e som para tão reduzida área, esconde o que de melhor nós temos, o nosso principal cartão de visita, o mar e a praia, tendo ainda o condão de voltar agentes económicos de costas.
Uns, porque inchados da gula, não conseguem olhar para a aridez ao lado. Outros porque decrépitos da mingua, não percebem que só se unindo podem esboçar uma aragem no sentido de inverter as coisas, a força que vem do norte, e limitam-se a apontar armas de pólvora seca a quem tenta apanhar as migalhas das migalhas.
Parece que o circulo hermenêutico do que foi escrito afinal, é que é chegada a altura de em conjunto reflectirmos sobre a melhor forma de aproveitar ao máximo esta grande festa que é a passagem de ano.
No que toca à segurança, a resposta parece evidente. Centralizar, que é o mesmo que dizer, deslocar para o centro e utilizar o que sempre tivemos de melhor.
No que diz respeito à formula e conteúdo programático, está na altura dos principais interessados, os comerciantes, a posição dos seus representantes sobre esta questão é conhecida, ou não?, se constituírem como parceiros activos da organização, assim queira e permita o município.
Esta sinergia de interesses e vontades, por certo permitirá aumentar e diversificar o nosso público, conseguindo-se talvez trazer à nossa passagem de ano, a banda referência nacional que já tantos vão exigindo.
Vamos esperar a apresentação do estudo da marca Nazaré. Este assunto voltaremos a experimentar oportunamente.
Publicado por hermeneuticamente
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